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Neste momento, a política brasileira passa por uma crise de legitimidade em parte motivada por uma crise de confiabilidade das instituições na qual se destacam os partidos políticos em parceria com algumas empresas privadas.

O esquema de corrupção no Brasil tornou-se uma fonte de renda lucrativa e vem crescendo cada vez mais os seguidores. O conflito existente que se instalou, percebemos que é entre o interesse público e o desejo pessoal de cada participante no esquema. Quem deveria estar defendendo os direitos do povo resolveu vergonhosamente lutar por seus próprios interesses e de meia dúzia de empresários sem escrúpulos. Tais empresários em grande parte são os financiadores de campanhas eleitorais em troca de benefícios obscuros.

É importante mencionar que a proibição de contribuições financeiras privadas aos partidos não as eliminou de cenário político. Longe disso, essa vedação estimulou a prática do “caixa dois”, na qual as campanhas de alguns candidatos usam recursos financeiros não contabilizados nem declarados aos órgãos de fiscalizações. Sendo assim, os políticos e os empresários tornaram-se parceiros fortes e facilitam cada vez mais os acordos que defendem os interesses das partes, motivados em sua maioria uma série de crimes de tráfico de influência.

Percebemos que tudo isso está longe de acabar, a dificuldade da população em ter acesso a bens e serviços, propicia a atos de corrupção em pequena, média e grande escala, observamos isso no período de eleições municipais. Que a própria população incita o ato de corrupção. Os votos são transformados em mercadoria, empregos, cargos, consequentemente em benefício de uma pequena casta dominante.

Assistimos os discursos dos que se dizem contra a corrupção e buscam fazer justiça, mas todos esses argumentos ficam sem validade depois de um acordo de delação premiada. Mesmo assim, a opinião pública está cada vez mais intolerante a essa prática, pois considera governo honesto e eficiente como parte integrante da virtude do sistema.

A compreensão do cenário político é essencial para que os cidadãos possam exercer sua cidadania. Um político precisa estar permeado de valores, elementos sociais e culturais, sentidos, e contribui para a criação da identidade social, das relações sociais e do sistema de crenças e conhecimentos, isso podemos perceber por meio do discurso em campanha eleitoral.

O caos que o Brasil está passando nesse momento é o reflexo de uma sociedade individualista, de povo corrupto, leis ultrapassadas, meios de comunicação manipuladores, educação zero, um povo faminto de oportunidades e políticos oportunistas.

LENE MUNIZ
Escrito por Lene Muniz

 


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Foto: reprodução

 Por: Rose Cerqueira

Passado o período eleitoral e o fervor das campanhas politicas a vida segue seu rumo habitual. As pessoas já não falam, não discutem nem, ao menos se mostram interessadas pelos assuntos políticos que interferem diretamente no seu dia a dia e na sua cidade.

Muitos, agora se ocupam em negociar cargos de confiança(afinal, é hora da recompensa). Acordos firmados são descumpridos(dizem ser impossível agradar todo mundo!), os cargos vão sendo preenchidos, muitas vezes, de acordo com a conveniência politica da situação e da oposição.

Nesse cenário a capacidade profissional e técnica dos “servidores públicos” não é pré-requisito para a ocupação do cargo, pois o que realmente interessa é agradar a gregos e troianos. Assim fica um pouco mais fácil entendermos a precariedade da prestação de serviços que nos é oferecido independentemente do governo vigente.

Diante desse tenebroso cenário fica evidente o que já estamos cansados de saber: a politica é uma moeda de troca de favores e interesses.

Infelizmente, bater e criticar apenas os políticos (Prefeitos, vereadores, Governadores, Deputados,etc), parece ser algo injusto uma vez que, é o próprio cidadão que contribui para que esse ato se perpetue no seio da sociedade.

Parece que se tornou algo quase “cultural” a troca de favores no meio politico e enquanto poucos levam vantagens em cima do nosso suor, impostos e sacrifícios a maioria da população sofre com o descaso com o qual nos brindam os nossos governantes.

Mas convenhamos: tão inocentes não somos! Afinal, quantos de nós já não tentaramtirar proveito ou levar vantagens em alguma situação em época eleitoreira? Ou quem sabe já pediu favores em troca do voto? Ou ainda procurou algum político na tentativa de conseguir alguma “boquinha” ou uma indicação?

E me atrevo a dizer que a maioria não fez ou não faz algumas das ações citadas por falta de oportunidade. Afinal, se todo mundo faz por que eu também não posso fazer? Está tudo tão difícil, que até  para alguém conseguir um emprego, o mais simples que seja, é necessário ter QI(quem indique).

Se estou julgando, condenado ou dizendo que todos os cidadãos têm essa postura e essa linha de pensamento? É evidente que não! Porém, é inegável que essa é a realidade nos quatro cantos do País.

Política de conveniência é o que define nosso sistema político atual e será o que continuará a defini-lo por longos anos ainda. Enquanto nós, cidadãos, continuarmos a alimentar esse sistema decrépito, continuaremos a sentir na pele as consequências devastadoras dessa prática habitual e doentia.

PTN NEWS


aliança
 

Quando te vi pela primeira vez

Confesso, tive medo, fiquei muito assustada…

Diante da escassez da coragem

 Como as minhas necessidades pelo conhecimento são ilimitadas

Lancei-me sem reserva nessa aventura.

Não sei exatamente o que me espera nas curvas

A minha demanda pelo inusitado é muito grande

Não sei se encontrarei excesso de oferta

Ou excesso de demanda

Pouco importa…


coluna 2
Foto: reprodução

Oh! Benditas são as mãos que suavizam as feridas da alma

Erguem-se para o alto na busca de refrigério

Apontam o caminho da equidade

Sustentam ao abatido.

Mãos que falam através dos gestos de carinho

Do toque, do acolhimento…

São mãos que representam um grande penhor.

Mãos que plantam a semente da esperança

Nos corações que perderam o sentido do viver

São valorosas e insubstituíveis.

Mãos que constroem grandes projetos

Em favor do bem comum

Merecem todo o nosso apreço.

Oh! Benditas são as mãos que destroem as cercas

Constroem pontes

Enlaçam os corações da humanidade

Diminuindo a distância entre as pessoas

Que apagam as marcas de um passado triste

Reescrevem novas histórias.

Mãos delicadas que nunca se cansam

De lutar por um futuro melhor

Batalham por dias promissores

Assim, possam ser as mãos de todos aqueles

Que reconhecem o seu real valor.

Por: Marilene Oliveira


jeuss

Quem é este que não se usurpou ser igual a Deus

Deixou seu trono de glória

Veio ao mundo

E por todos nós padeceu?

Quem é este que por todos nós se entregou

Pelo rico, pelo pobre, escrevo e senhor

Sem fazer acepção de pessoas

A todos de igual modo amou?

Quem é este que um dia a tempestade acalmou

Quando os seus discípulos estavam a perecer

Todos ficaram admirados

Com o seu grande poder?

Quem é este que fez uma linda flor brotar

A colocou um perfume singular

Apesar dos seus espinhos

Consegue a todos encantar?

Quem é este que nas bodas de Caná

Seu primeiro milagre operou

Todos ficaram maravilhados

Pois, água em vinho transformou?

Quem é este que com o seu olhar de misericórdia

Toda a humanidade alcançou

Derramando seu precioso Sangue

Para remir todo pecador?

Quem é este que a dez leprosos curou

Que estavam condenados a morrer

Os seus corpos ficaram limpos

Novamente “voltaram viver”?

Quem é este que a mulher adúltera

Com muito amor a acolheu

Devolvendo-lhe a graça do viver

E em seus braços a recebeu?

Quem é este que a Lázaro ressuscitou

Após quatro dias de falecido

Ordenando-lhe que saísse do túmulo

E voltasse para seus entes queridos?

Que darei a este Homem

Por tantos benefícios que realizou?

Nada tenho a lhe oferecer

Além do meu amor!

Afinal, quem é este que uma cruz pesada carregou

Nasceu, cresceu, morreu e ressuscitou?

O seu nome é Jesus Cristo

Nosso Senhor e Salvador!


                                         COLUNAFoto: reprodução

14 de março – dia da Poesia. Parabéns, ó amada da minh’alma! 

Ler poesia é uma prática muito antiga. Os povos gregos utilizavam esse instrumento como forma de diversão e prazer em suas diversas manifestações culturais. Essa prática foi se enriquecendo ao longo dos anos e dos séculos. Hoje, a poesia, mais que um ato de prazer, é fonte de conhecimento, de interação e de descoberta do mundo. Ela cria um link entre o universo ficcional e o universo real.

A poesia nos transporta para mundos desconhecidos, revelando aspectos de nossa constituição psicoemocional, cognitiva, lúdica e cultural, podendo, por conseguinte, ser utilizada como recurso valioso na formação educacional de jovens em idade escolar. A escola tem, dentre as suas atribuições didáticas, o objetivo de estimular a leitura de poesias em sala de aula.

Em virtude da sua hegemonia podemos afirmar que, a vida se cristaliza na essência poética. Ela tem a capacidade de elevação, provoca uma inquietação e movimento interno no leitor, tornando, assim, extremamente significativa para a formação do indivíduo. A sua presença é marcante em diversos espaços: familiar, religioso, nas relações amorosas, nas discussões filosóficas, políticas, enfim, está direta ou indiretamente vinculada à sociedade.


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Por: Rosemeire Cerqueira

Objetificar e sexualizar o corpo feminino para atrair a atenção do público e para vender produtos é uma  arma utilizada há tempos pela publicidade e  pela indústria de entretenimento que reforça de maneira indiscutível os valores patriarcais da sociedade brasileira.

O que vemos, justamente agora, quando  o direito e a  defesa da igualdade entre os gêneros é amplamente divulgada e discutida é a objetificação extrema da mulher.

Todos os dias assistimos  corpos femininos serem vendidos como mercadoria; pernas, seios, músculos bem torneados, barrigas invejáveis, bumbuns colossais ganham a mídia de forma assombrosa e irrestrita. Além de objetificar o corpo feminino  e de retratar a mulher de forma estereotipada, a mídia insiste em impor à  mulher um padrão de beleza que, muitas vezes, gera discriminação, depressão, preconceitos, doenças e em alguns casos leva, até mesmo, mulheres à morte, pois em busca desse corpo perfeito (criado pela mídia),  muitas recorrem a procedimentos que acabam ceifando suas vidas.


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Foto: reprodução

Quero cantar a vida em dueto

Com toda a sua imponência

Em um tom, embebida nas suas delícias

Saboreando o paradisíaco dos seus encantos…

A cumplicidade dos corações apaixonados

Dos olhares recheados de benevolência

Dos amores sublimes

Da intrepidez dos corajosos

Do encanto do sorriso da criança

Do pulsar do coração materno

Do afago do abraço de um amigo.

E, nesse mesmo tom, sem desafinar,

Quero cantar o valor da liberdade

A importância da consciência

E a equiescência do outro como o é.

Em outro tom, quero cantar o meu protesto

Repudiando as injustiças sociais

O desrespeito à vida humana

A competição desleal entre os chamados “seres racionais”.

Não quero desafinar nessa minha melodia

E, como uma admiradora das maravilhas da vida,

Quero me apaixonar todos os dias por suas grandezas

Desencadeando a chama da esperança

Persistindo na certeza… se todos…

Se juntarem num só voz

Poderemos ter a mais bela sinfonia

Do amor universal.


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Foto: Internet

Por. Luzitânia Silva

Temos perdido tempo. Estamos perdendo a compostura ou nos comportando demais. Vemos mais as pessoas e as enxergamos menos. Publicamos nas redes sociais tanto “eu te amo” e mensagens de afeto exageradamente açucaradas a outrem e infelizmente, na prática, não vivenciamos isso. Na verdade, muitas vezes nem nos amamos. É triste. Triste saber que estamos nos perdendo… Recuso-me a cogitar a hipótese que já estamos perdidos.

É impressionante perceber o quanto damos valor a coisas fugazes e que, na maioria das vezes, nem fazem sentido. Não nos enaltecem, não melhoram nossas vidas, só nos prejudicam ou não nos acrescentam nada. Nossas vidas ficam vazias, mesmo abarrotadas de coisas.

Precisamos modificar nossa realidade antes que o tempo finde. Antes que não haja mais pra onde ir. Antes que nos percamos de vez de nós mesmos e que não sobre nem resquício do que fomos um dia, do que sonhamos, do que planejamos para nós. Antes que não nos reconheçamos a nos olhar no espelho.

PTN NEWS


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Por. Marilene Oliveira

Sinto o meu ser naufragado em um mar pérfido

Lágrimas ácidas deslizam pela minha face

Corroem impiedosamente a minha dor implícita

Não sei ao certo se sinto comiseração ou odiosidade.

Sou vítima de uma sociedade ignóbil e presunçosa

que usa a irrupção e o engodo

seu discurso é belicoso e pacóvio

sua nódoa insalubre tenta manchar minha alma inocente.

Essa dor que agora dói é efêmera

Prefiro manter-me taciturna

Busco guarida no tempo

Para mim, o que importa mesmo,

É ouvir a voz da minha consciência

Não darei ouvidos a discursos insolentes.

Essa dor que agora dói

Não sei ao certo “se é boa ou má

Só o tempo dirá”.

PTN NEWS